
Em Strathclyde, uma região de população pobre, esse vinho foi citado em 5.638 registros de crime entre 2006 2009. Em 114 desses casos, a garrafa foi usada para a agressão.
Por causa de informações com estas, o vinho fabricado por monges beneditinos em uma abadia britânica se tornou na Escócia o símbolo do alcoolismo, que é, lá, um dos maiores problemas de saúde pública.
Quem toma em excesso o vinho dos monges fica rapidamente bêbado e eufórico por causa de sua receita.
Envasado em garrafa de 750 ml, ele tem 15% de teor alcoólico, acima da maioria dos vinhos, e é tonificado por cafeína cuja quantidade corresponde a de oito latas de Coca-Cola. Um dos apelidos do Buckfast é “suco derruba-casa”.
Um distribuidor afirma existir uma campanha injusta contra o vinho, porque as vendas do Buckfast representam só 1% do mercado de bebidas alcoólicas da Escócia.
Mesmo assim, de acordo com um relatório do governo escocês, o Buckfast é considerado por uma parcela da população como prejudicial à saúde, além de incentivar o crime.
Os monges evitam rebater essas informações talvez para não chamar mais a atenção da imprensa.
No rótulo do vinho há uma inscrição que, dado o contexto, soa como irônica. É a de que o Buckfast tem “propriedades medicinais”.
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Charge da imprensa escocesa |
> Canecos de chopp embalam orações e leitura da Bíblia na igreja-bar.
janeiro de 2011
> Casos de alcoolismo.
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