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Papa foi acusado
de ter sido conivente
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A manchete do jornal é: “A crise atinge o papa”.
A crise, no caso, refere-se à explosão de denúncias sobre abuso sexual e maus-tratos praticados por sacerdotes em vários países.
O abade tinha vindo da diocese da cidade de Essen, na região de Ruhr, no oeste da Alemanha. Lá, H. era acusado de ter abusado de crianças e adolescentes.
O sacerdote foi transferido para receber tratamento psicológico, mas também em Munique H. violentou adolescentes. Ele acabou sendo condenado em 1986.
A transferência de padres de uma paróquia ou de diocese para outra é a maneira pela qual, ao longo dos anos, a Igreja Católica tem poupado os seus pedófilos, conforme denúncias.
A arquidiocese de Munique divulgou nota inocentado o papa, dizendo que a responsabilidade pela transferência do abade foi de um padre de nome Gerhard Gruber. Ou seja, nomeou um bode expiatório.
Depois, um porta-voz do Vaticano disse que há uma campanha agressiva tentando difamar o papa.
Detalhe: embora condenado por abuso infantil, o abade tarado não ficou preso, beneficiando-se da condescendência das leis alemãs. Ele continua na igreja, agora no sul da Alemanha, em Baviera.
PUNIDOS - atualização em 16/3/2010
Somente agora -- e ainda assim por causa da repercussão na imprensa -- o Vaticano afastou de suas atividades o padre condenado nos anos 80 por pedofilia. H., o superior dele, teve a mesma punição.
Papa acobertou o abuso de 200 crianças surdas, diz NYT.
março de 2010
Casos de padre pedófilo.
Comentários
O então jovem seminarista Joseph Ratzinger (hoje, de fato, ultraconservador e, justiça seja feita, um gigante literário em Teologia, versado em seis idiomas, inclusive, os raros), não foi alguém que se interessasse por política, mas por escrever poesia em grego clássico. Deu para entender? Era um garoto, um seminarista, obrigado, como tantos, a participar de algo que nada tinha a ver com sua essência. Mesmo sendo "arianos", PADRES E PASTORES LUTERANOS, COMUNISTAS, LIBERAIS, MAÇONS, etc, etc, eram desprezados na política nazista e enviados, geralmente, ao campo de concentração de Dachau (nos arredores de Munique), para que? Para morrer, anônimo.
Não sou católica, não tenho religião alguma, não nutro simpatia pelo Papa, aliás, por nenhuma autoridade religiosa. Meu afeto é dirigido às autoridades intelectuais e, em Teologia e História da Religião, Joseph Ratzinger é uma autoridade respeitável. Sou historiadora, sou cientista. Tudo é história. E não aceito essa afirmação sem fundamento algum tão amplamente disseminada no Brasil.
aposentou bispos e afastou-os de suas dioceses quando ligados a teologia libertadora e substituiu-os por ligados a Opus Dei e ricas associações como o regnum christi...Foi durante 25 anos o richelieu vaticano-papal e não TOMOU CONHECIMENTO DOS ESCÂNDALOS DO PADRE MARCIAL?
Por que não podemos chamá-lo de TOTALITARISTA?
Ora, o nazismo, como demonstrou Hannah Arendt, é um totalitarismo...e o vaticanismo é o que?
qual prostituta, desde que boa pagante, e bem coberta com um véu negro, como evita, o papa deixou de receber e abençoar?é nazi, sim.
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