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Heroína não gostava do velho feio que berrava sobre 'espíritos'

Título original: Natal

por Luiz Felipe Pondé para Folha

Ela encolhia as pernas enquanto respirava mal. Ouvia ruídos do lado de fora. Correra por muito tempo. A barriga, que crescia a cada dia, pesava e náuseas tomavam conta de sua recém-nascida alma.

Quase nua, tentava esconder sua barriga enorme com as mãos porque, de alguma forma, sabia que sua barriga e o odor que exalava dentre suas pernas atraiam ainda mais predadores. Cada dia era um dia que ela roubava das mãos do mundo. Nossa pequena grávida era uma infeliz, mas era sábia: sabia que todos os animais queriam comê-la.

Lembrava que três homens a pegaram. Perdera-se do seu bando original e por isso caiu nas mãos de caçadores solitários. Não era tão feliz assim em seu bando, mas pelo menos tinha proteção em troca de abrir as pernas para alguns machos do bando de vez em quando.

Após dias de solidão em busca de alimento, a possibilidade de ter prazer com essa pequena menina (não era uma mulher plena, mas tinha um corpo que suportava dois homens ao mesmo tempo) parecia um presente dos "espíritos" para aqueles homens responsáveis pela sobrevivência de suas mulheres, velhos e crianças. Depois de um longo dia de "trabalho", penetrá-la era uma "bênção" e os acalmava.

Mantiveram a menina por alguns dias amarrada com as pernas abertas e de vez em quando a penetravam até o gozo. Tentaram por diversas vezes penetrar sua boca, mas ela resistia. Temiam seus dentes. Já por trás, foi mais fácil. Não queriam matá-la porque gostavam do movimento que ela fazia com as ancas e as pernas na tentativa inglória de se libertar. Lágrimas escorriam pelo seu rosto e eles as lambiam porque eram salgadas.

O choro dela os excitava. Com o tempo, ela se acalmou um pouco e comia pedaços de carne e bebia água enquanto eles se divertiam entre suas pernas. A fome era mais importante do que o desconforto da penetração violenta. Além do mais, eles a protegiam de alguma forma.

Um dia, eles foram embora e a deixaram ali amarrada com as pernas abertas. Depois de alguns dias, quase sentiu falta de seus agressores, afinal, eles lhe davam carne e água.

Tendo se soltado, nossa pequena heroína saiu da caverna onde se encontrava e se arriscou pelo espaço aberto. Passou muita fome e frio. Tentou se aproximar de alguns grupos de humanos semelhantes a ela, mas foi rechaçada, por mulheres como ela (crianças também chutaram sua cabeça quando ela caiu no chão depois de tanto apanhar).

As mulheres gritavam com ela e jogavam pedras em sua barriga. Uma pedra atingiu um dos seus olhos e o mundo ficou vermelho.

Disputou pedaços de animais mortos com outros bichos. Cortou mesmo alguns dos seus dedos com pedras e os comeu. Buscou avidamente algum grupo de homens semelhantes ao que estivera com ela, mas não teve sucesso. Apenas bandos, e as mulheres eram excepcionalmente cruéis com ela quando se aproximava.

Àquela altura, os dias em que permanecera amarrada com as pernas abertas lhe pareciam uma "bênção dos espíritos". Nossa heroína não gostava muito daquele velho feio que berrava em seu bando sobre "espíritos", mas tinha medo dele. E o medo era sempre o que contava em sua vida.

Num dado dia que chovia muito, barulhos (trovões) caiam do céu, começou a sentir dores insuportáveis. Sua enorme barriga ficava como que dura e aquilo dentro dela (que já se mexia há dias) parecia empurrar suas vísceras para fora.

Não conseguia mais andar. Arrastava-se, deixando um rastro de líquido viscoso em seu caminho.

Nossa pequena heroína já vira isso acontecer com mulheres como ela. Aliás, uma das coisas que aprendera é que o bando se dividia entre as que abriam as pernas e os que ficavam no meio das pernas das que abriam as pernas.

Nestas, depois de algum tempo cresciam barrigas como a que ela tinha agora. Elas gritavam de dor para por para fora pequenos seres que cresceriam e ficariam iguais a eles.

Ela acabou morrendo de dor. Alguns bichos comeram pedaços de seu corpo enquanto ainda estava viva. Milhares de anos depois, seus ossos e os ossos "daquilo" que estava dentro dela ainda esperam para ser encontrados.

Lugares sagrados de Jerusalém viraram uma Disneylândia de Jesus.
outubro de 2011

Artigos de Luiz Felipe Pondé.

Comentários

Anônimo disse…
Que texto bizarro sem sentido é este? Não entendi nada.
Leandro Santiago disse…
WTF Pondé?

Alguns vão dizer que Pondé foi tão profundo em seus pensamentos a ponto de eu não ter intelecto suficiente para entender a mensagem do texto, mas achei-o um texto totalmente desconexo de qualquer outra coisa.
Em resumo: a história de uma menina, numa sociedade primitiva que é brutalmente violenta e humilhada, com o processo descrito quase em detalhes, e que morre em decorrência desta violência.

Deixa eu tentar adivinhar o raciocínio do autor... Esta sociedade primitiva é uma descrição do homem primitivo, com seus impulsos animais e cruéis, fruto da evolução natural. Na versão criacionista, as coisas são muito mais bonitas, e a bíblia mostra como não há estupros violentos ou mortes desta estória. Tudo foi bonitinho, no "faça-se a luz".

E o autor ainda utiliza um termo "entre aspas", indicando uma palavra que possui um significado além do que está escrito. "espíritos", "bênção dos espíritos", mas não se aprofunda no real significado destas. Ah sim, é função do leitor descobrir. Se não conseguir. é um imbecil e de baixo intelecto.

Talvez o autor tenha razão. Eu não deveria ter abandonado o ensino fundamental. Será que dá tempo de fazer um supletivo?
Ricardo disse…
Ele disse em seu livro "Contra Um Mundo Melhor" que resolveu dedicar seus dias a tornar a vida das pessoas otimistas um inferno. Pelo menos está sendo coerente com sua decisão.
Cláudio disse…
Parece uma garota de um mundo Islâmico ou de Testemunha de Jeová, Anônimo.

Ler jornal faz bem.
Anônimo disse…
Não li e nem lerei, novamente.
Anônimo disse…
Aquele que quer fazer ser entendido, faça-se a entender , advinhar sentidos e para leitores biblicos e ezquisofrenicos que deliram com tudo, não sei o que pondé quis dizer com este texto ridiculo e não vou tentar advinhar, deve ser alguma coisa pra loucos.
Anônimo disse…
O que é isto uma parábola o____O
Senhora Crente disse…
Isso é uma pintura.
Possivelmente a menina é uma índia americana, australiana ou africana.
Não é um texto para entender e sim para comover!
O conhecimento pleno não se restringe à Lógica, ateus ignorantes.
Anônimo disse…
Ja tem uma delirando com o texto do pondé.
Adolfo disse…
trata-se, evidentemente, da descrição da vida de uma mulher pré-histórica, que poderia bem ter vivido há uns 11 mil anos... em qualquer livro que se dedica a tal período histórico, há dezenas de histórias semelhantes, pois era o estilo de vida comum na época... os estudos se baseiam na observação de tribos primitivas ao longo dos séculos... mais ou menos o que estruturalistas e pesquisadores como Freud faziam para entender fenômenos como os que ele denominava de "tabu".... como o natal celebra um outro "nascimento" ilustre, achei boa a ideia de usar um texto que remonta à agressiva naturalidade do ato de parir.... muito bom!!!!
Anônimo disse…
Texto bom é aquele que nos choca, nos faz pensar. Esse conseguiu a essência do objetivo.
Vane* disse…
Achei o texto comovente e interessante, mas com meus 15 anos de vida não consegui entender a metáfora. Será que alguém que tenha entendido poderia explicar o que Pondé quis dizer com isso?
Anônimo disse…
Isto é o diario de um maniaco, puta merd* ,onde pondé buscou inspiração para este texto, cujo titulo original é natal ? Kakaka
Anônimo disse…
Fiquei chocada com esse texto começei a ler continuei ate o final mas nao entendi o porque deste texto e o titulo natal me desculpe os intelectuais e os filosofos pela minha ignorancia.
Primeiro, não é a vida duma mulher pre-historica. A pré historia é marcada pelo matriarcalismo, onde a mulher tinha uma posição sagrada na sociedade, pois não sabiam que o esperma era necessário para a gravides.
O que nosso caro Pondé esta dizendo é que, a mulher submissa e penetrada por machos "alfa" insensíveis é mais "feliz" que quando libertada, nota-se que ela tinha carne e água, depois passou a ter que praticar autofagia. Outra coisa foi dizer que ela fez isso não por causa de outros homens, mas por causa de outras mulheres intolerantes.
Tudo isso com o ar de "era assim na pré-história", os tais espíritos são um deboche com as crenças animistas.
No final é mais um texto de ultra direita, disfarçado de "arte para iniciados" que o Pondé escreve para expressar suas ideias misóginas e conservadoras. Ele é ótimo para atingir mentes que não tem a minima noção de antropologia, e que foram condicionadas em ideias prontas a cerca de uma idade das pedras mítica.
Assim ele subverte os fatos a cerca do matriarcado, onde a mulher realmente tinha um papel de destaque, criando uma leitura falaciosa onde a tal mulher vivia pior ainda do que no patriarcado medieval, em especial o cristão.

Resumindo, é mais um uso da técnica de contrafação, isto é, imitar e falsificar combinada com a técnica de "metaforização" para parecer um texto profundo, de apreciação somente de iniciados e entendidos.
Cilas Medi disse…
Intrigante, instigante e totalmente subversivo. E o fato de ser "Natal" já diz a que veio. Uma mentira de muitos anos sendo perpetuada. Deixe para quem faça as conexões corretas e, com certeza, não estou sendo petulante. Parabéns poeta em desmistificar ídolos e "santos". Abraços!
Anônimo disse…
Vocês não entendem. É pura mágoa.

É simples. É que o natal da Elite Ex-Governante será magro novamente, ainda mais com o líder deles estar sendo ameaçado por um livro. Daí ele resolveu estragar o natal de todo mundo destilando seu ódio udenista do Lula. Tanto que quem publica é a Folha.
Os motivos sócio históricos por trás dessa publicação parecem ser estes mesmos "Anônimo".
Anônimo disse…
PQP, olha o nível disso aqui: "pré historia é marcada pelo matriarcalismo".

Sim, e eram os deuses astronautas.
E sim, todos nós somos o Bozo.
Anônimo disse…
Ricardo, concordo com você. Os otimistas de plantão e as adoradoras da "Mãe Natureza" estão perplexos agora. Não conseguem lidar com o fato de que sempre fomos uma espécie miserável. O matriarcalismo não condiz com a realidade da natureza humana, onde o mais forte sempre vence.
Anônimo disse…
Talvez, seja a procura de Lucy do deserto de Afar na Etiópia, ou a procura de um sentido, para ganhar no grito e escudado pelos espíritos: o que não está mais ali ....
Joaquim disse…
Interessante o texto.
Anônimo disse…
Ponde esta a frente do tempo,talvez conseguiremos em 2056,parabens Pondé pela obra!!!
Anônimo disse…
Propositadamente, Pondé nos faz ler um texto cruel, entitulado Natal. Fiquei chocada; mas será que foi só isso que o filósofo quis provocar no leitor? Prefiro acreditar que não entendí sua mensagem. Tal qual para certas piadas infames, esse texto necessita de maiores explicações...ou deixará seu público "boiando" e frustrado, como eu.
Anônimo disse…
Estou lendo, e recomendo, apesar de ser muito "técnico", o livro "Do Pensamento no Deserto".Interpreto o texto como mais uma demonstração de como o "humanismo" é uma forma de idolatria que nos ilude acerca do nosso cotidiano. A personagem não é paleolítica, está em nossa crueldade cotidiana que expressa a besta fera que nos habita, além de toda a auto imagem de ser racional com livre-arbítrio que constantemente nos impingem.
Anônimo disse…
Engraçado como alguns leitores tentam desqualificar o texto de todas as formas, alguns até com uma suposta análise de intenções.

É um texto brilhante, e tão mais brilhante porque arranha a moral infantilizada das pessoas.

O ser humano realmente não tolera o espelho.
Anônimo disse…
E Lagosta Azul, essa conversinha de paraíso perdido é tããão século XIX.
Anônimo disse…
Tinha que ter alguém para relacionar esse texto com Lula/Anti-Lulistas.

Essa gente consegue relacionar até mesmo uma partida de jan-ken-po com Lula,blábláblá elite malvada,blábláblá eu só tenho repertório pra falar sobre isso.

São crianças,não sabem ainda que independente de rótulos (esquerda/direita,Lula,etc) existe sempre um que domina e outro que é dominado.O que domina tem o saudável hábito de se considerar sempre santo,puro.O que é dominado,não ve a hora de dominar(mas sempre usando a desculpa de ser vítima até chegar ao poder,quando aí cai a máscara)

Afinal de contas,se todo mundo que se identifica com heróis nos filmes,livros e novelas fosse realmente bom,bem o mundo não seria essa m*rd*,não?
Felipe disse…
"Afinal de contas,se todo mundo que se identifica com heróis nos filmes,livros e novelas fosse realmente bom,bem o mundo não seria essa m*rd*,não?"

Hahaha muito bom!
Anônimo disse…
Me parece que Pondé busca apresentar uma condição primitiva do homem com a intenção de suscitar que os dramas que o acometem na atualidade são perenes à sua existência, chegando a fazer parte de sua "natureza". Não importa se é o homem do paleolítico ou o homem do séc. XXI, questões tais quais a sexualidade, a sobrevivência ou a maternidade são como que intrínsecas e sempre o acompanharão em sua existência. Sempre a estada do homem sobre a terra será dramática, problemática e angustiante.

Talvez isso seja um instrumento importante do seu pessimismo, que enxerga qualquer tipo de mudança social como impossível de promover a "sociedade justa".

Tudo isso se dá, nesse artigo, através de uma dramatização de um ser humano comum, que se apresenta como o herói - ou, no caso, como a heroína. O heroísmo seria o viver a vida como ela é. Talvez um pouco próximo do amor fati de Nietzsche.

Uma outra questão que chama a atenção e que faz me lembrar Dostoievski (inclusive já citado aqui) é a tese de que o homem se acomoda, se adequa, à qualquer estado. A nossa heroína, mesmo em uma condição deplorável, sendo presa e estuprada, veio a acomodar-se diante de tal situação, de tal sorte que após ser abandonada preferiu mil vezes a antiga condição ao abandono posterior; a nossa condição habitual é a nossa condição normal, e sempre nos acostumamos a ela; ela é o nosso padrão de normalidade e habitualidade - tese semelhante Dostoievski notadamente defende em Crime e Castigo.

Uma segunda questão. Pondé pontua que a nossa heroína preferia continuar sendo estuprada e amarrada, pois pelo menos tinha comida e agua. Ora, a busca da condição "menos pior" como interesse máximo do homem aflora aqui.
A questão do instinto, que faz com que o homem tenda a sopesar animalesca e fisiologicamente as situações de sua vida, optando por aquela que melhor os satisfaça, ainda que os seus problemas apareçam muitas das vezes como altamente refinados e nada tendo a ver com a nossa natureza animal.
Uma série de outros pontos podem ser encontrados e analisados, mas tudo gira de fato em torno do pessimismo meio darwiniano e meio existencialista de Pondé.

Interpretar um texto é sempre uma tarefa complexa. Não se trata somente de repensar o que pensou o autor, mas de pensar sobre o que ele pensou, podendo nesse caminho vir a reconhecer o seu pensar original.

As vezes pensamos mais que o autor, a partir de seu texto, as vezes pensamos diferente, e não se trata de dizer que o autor é um idiota por ter escrito algo sem expor analiticamente os seus fundamentos e desenvolvimento argumentativo, mas sim se trata de agradecer por ter nos possibilitado essa expansão reflexiva e literária. Quem dera todos autores fossem idiotas e nos possibilitassem pensar para além dos limites textuais dessa maneira. Mas Pondé certamente não é um idiota.
Anônimo disse…
Muito atual essa mulher grávida como objeto de violência. Não foi por dizer na mídia esse desejo ancestral de violência que um humorista perdeu o emprego esse ano? A bestialidade dos humanos de hoje permanece a mesma dos homens da caverna. Está aí o tapa na cara. Valeu Pondé.
Progressista disse…
Está claro que o Pondé, como autêntico agente da direita golpista, está falando mal da presidenta Dilma Rousseff neste texto.

Ele acha que somos burros!
Anônimo disse…
Acho melhor você aí, é, você aí, Progressista, ir para a Coréia do Norte chorar um pouquinho pela morte daquele idiota gordo e feio. Antes disso aprenda a interpretação de texto primeiro, hermenéutica, coisa e tal. Faz bem, Sr.progressista. Max não merecia essa . Oi!
Anônimo disse…
Você é que está dizendo....
Anônimo disse…
Você tem preconceito contra os burros?
Por um acaso você está chamando os burros de idiotas? Isso não se faz....a natureza é sábia, bela, pura, meiga. Os burrinhos também são meigos animaizinhos. Eu os amo. Inclusive, vou adotar um. Oi.
ALÊ disse…
Um dos mais belos textos do Ponde. Ja vi textos bons e fracos do Ponde, mas nesse, ele esteve mais do que inspirado, beirando a genialidade.

O comentario do Anonimo, tambem, igualmente admiravel:

Anonimo disse ((trecho):

"Interpretar um texto é sempre uma tarefa complexa. Não se trata somente de repensar o que pensou o autor, mas de pensar sobre o que ele pensou, podendo nesse caminho vir a reconhecer o seu pensar original.

As vezes pensamos mais que o autor, a partir de seu texto, as vezes pensamos diferente, e não se trata de dizer que o autor é um idiota por ter escrito algo sem expor analiticamente os seus fundamentos e desenvolvimento argumentativo, mas sim se trata de agradecer por ter nos possibilitado essa expansão reflexiva e literária. Quem dera todos autores fossem idiotas e nos possibilitassem pensar para além dos limites textuais dessa maneira. Mas Pondé certamente não é um idiota."

E ainda tem gente que diz que o Ponde nao e filosofo....kkk...um texto brilhante como esse, repleto de referencias filosoficas embutidas, numa linguagem tao artistica, como profunda merece toda a admiracao mesmo....

lamento muito por quem nao consegue entender o texto e seu sentido filosofico e por quem reduz o Ponde a um mero militante conservador de direita....

tao limitado isso...

paciencia ne....
ALÊ disse…
Esse trecho e sensacional:

"Tendo se soltado, nossa pequena heroína saiu da caverna onde se encontrava e se arriscou pelo espaço aberto. Passou muita fome e frio. Tentou se aproximar de alguns grupos de humanos semelhantes a ela, mas foi rechaçada, por mulheres como ela (crianças também chutaram sua cabeça quando ela caiu no chão depois de tanto apanhar).

As mulheres gritavam com ela e jogavam pedras em sua barriga. Uma pedra atingiu um dos seus olhos e o mundo ficou vermelho."

Trata-se de uma descricao precisa e genial, ao mesmo tempo chocante e banal, da miseravel condicao humana, num mundo frio, cruel, selvagem, cego, surdo e mudo.


Basta um meteoro se chocar contra a Terra, ou um mega vulcao em erupcao para a especie humana "ir pelos ares", assim como ja ocorreu com os dinossauros, por exemplo.

Sera que um Deus podera nos salvar de nossa propria estupidez e brutalidade ou da furia cega, surda e muda do Universo e suas selvagens leis naturais...
Áurea Barbosa disse…
O texto é claro e explícito:
O destino de nós, pobres mulheres, é sermos devoradas( no bom e no mau sentido)
" O mais fraco padece e se contorce sob a mão do violento
até que ele próprio empunhe a espada
e despeje sobre outro
seu fardo"
Anônimo disse…
Esse Pondé é um doente. Nas sociedades primitivas a mulher não tinha submisso porra nenhuma. Mulher submissa é coisa de cristão demente. Vá te catar, Pondé, seu débil mental.

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