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Ilustrações e anotações foram feitas ao longo de 25 anos de pesquisa |
Anotações mostram a perspicácia do Darwin |
O portal do Museu de História Natural de Nova Iorque e o da Biblioteca da Universidade de Cambridge publicaram 12.000 manuscritos com ilustrações que fundamentaram o livro “A Origem das Espécies”, que contém a teoria da evolução do naturalista britânico Charles Darwin (1808-1882), na foto abaixo.
Com ajuda de voluntários, outros 15.000 documentos estão sendo digitalizados. O projeto começou em 2009.
A publicação do livro em 1859 provocou uma polêmica que repercute até hoje, porque, entre outras coisas, detonou a crença de que Deus criou o homem a sua semelhança. O homem, como as demais espécie, vem de um processo de evolução, que nunca termina.
As evidências da teoria da evolução são tantas, que até hoje ninguém conseguiu abalá-la, embora tenha havido tentativas. Os contestadores de Darwin continuam sendo ofuscado pelo pela inteligência brilhante do naturalista.
David Kohn, diretor do projeto da publicação dos documentos no portal do museu, disse que quem acessar as reproduções dos manuscritos poderá constatar a perspicácia de Darwin. “Ele foi um observador inspirado”, disse.
Os documentos incluem um ensaio de 35 páginas nas quais o naturalista usou pela primeira vez o termo “seleção natural”. O primeiro termo escolhido por Darwin foi “um meio natural de seleção”, que aparece riscado, revelando que o cientista decidiu condensá-lo.
Está lá também o esboço da árvore ramificada das espécies.
Darwin detonou crença religiosa |
Os documentos mostram correções e adendos feitos por colaboradores de Darwin, como o botânico Jospeh Hooker.
Ao final do ensaio, há o acréscimo — não se sabe de quem — que diz: “De um começo tão singelo evoluíram as formas mais belas e maravilhosas.”
Darwin o reescreveu, ficando assim: “De um começo tão singelo evoluíram, e continuam fazendo-o, as formas mais belas e maravilhosas”.
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Rascunho da teoria da evolução |
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Evolução ainda não é aceita por uma minoria de cientistas
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