
Marcelo Crivella, senador pelo PRB-RJ e bispo da Igreja Universal, defende em artigo na Folha de hoje a emenda de sua autoria à Lei Rouanet. Se ela for aprovada, além de entidades culturais e esportivas, as igrejas também terão acesso aos recursos da Rouanet para a restauração e conservação de templos históricos. Para se ter idéia do montante desse dinheiro, só o Programa de Apóio à Cultura tem cerca de R$ 800 milhões.
Sobrinho e herdeiro do bispo Edir Macedo, Crivella, claro, defende os interesses da Universal, que nunca esteve preocupada em conservação dos templos históricos, até porque seus templos não têm nada de histórico. E nem o senador se destaca como um preservacionista da cultura.
Por que então Crivella elaborou tal emenda?
Porque ele quer abrir uma brecha na Lei Rouanet para que a Universal tenha dinheiro (mais do que já tem) para bancar a instalação de novos templos. Ou seja, Crivella reivindica mais mamata para a Universal, que, como as demais igrejas, já não paga os principais impostos federais.
Ele chama os críticos da emenda de “desinformados”.
Então tá.
> O que este blog já deu sobre a Igreja Universal.
Comentários
Agora, igrejas evangélicas chamadas tradicionais terão os benefícios. Aí se encontra o "X" da questão.
No meio evangélico a IURD não é bem aceita. Menos ainda entre as igrejas tradicionais não pentecostais. Com essa lei aprovada, os políticos da IURD passam a ser melhor aceito no meio evangélico geral.
E terão mais votos. Entendeu PL?
Evangélico ele era antes. Só que agora também é político. E quer ser prefeito ou governador.
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