
O principal argumento dos advogados de Roger Abdelmassih que convenceram o ministro Gilmar Mendes, do STF, a conceder um habeas corpus foi de que o médico não representa perigo para a sociedade porque o seu registro profissional foi suspenso pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo), não podendo, portanto, retomar as suas atividades.
Ao acompanhar a soltura do médico da cadeia do 40º Distrito Policial, de São Paulo, no dia 24, José Luis Oliveira Lima (foto acima, à esquerda, ao lado do médico), um dos advogados de Abdelmassih, disse que agora vai cuidar para que seu cliente possa voltar a clinicar.
Ou seja, o próprio advogado de defesa derrubou o argumento que ele e o criminalista e ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos apresentaram ao presidente do Superior Tribunal Federal.
Se depender da sindicância em andamento do Cremesp, o especialista em fertilização in vitro terá o seu registro cassado em definitivo.
Trechos de um relatório preliminar da sindicância que vazaram em setembro afirmam que a conduta de Abdelmassih afronta “a ética médica, como abuso sexual contra pacientes, a interação com farmácia e laboratórios, a incerteza quanto ao destino dos óvulos e espermatozóides, além de aborto e redução embrionária”.
Conclui que os danos causados pelo médico a pacientes “são graves e irreparáveis.”
A decisão de Mendes que tirou da cadeia o médico acusado de ter violentado sexualmente pelo menos 56 pacientes é provisória. Quando o STF julgar o mérito do pedido de habeas corpus, em fevereiro, a medida poderá ser suspensa e o médico terá de voltar à prisão.
O promotor Luiz Henrique Dal Poz (foto), que cuida do caso, teme que o médico fuja do país se achar que pode voltar para prisão preventivamente ou por condenação.
Ele lamenta que Mendes tenha tomado a decisão de libertar o médico com base nas informações prestadas apenas pelos advogados de defesa.
“Nos autos do processo há outras informações que apresentam a periculosidade do réu, os riscos às pessoas do processo e a possibilidade eminente de fuja”, disse o promotor do Ministério Público de São Paulo ao jornal “O Globo”.
O promotor lembra que algumas das supostas vítimas do médico só se apresentaram à polícia depois que se sentiram seguras em decorrência da prisão do médico.
Para Poz, portanto, “a continuidade da prisão do médico é extremamente necessária”.
Além da ação penal em tramitação, está em curso um inquérito policial para apurar novas denúncias contra Abdelmassih, não só em relação a abuso sexual, mas também sobre supostas irregularidades cometidas pela clínica do médico, como manipulação indevida de material genético e procedimentos que infligiram a Lei de Defesa do Consumidor. Já se apresentaram 14 supostas vítimas.
> Caso Roger Abdelmassih.
Comentários
É quando os advogados dizem que ele não representa perigo perante a sociedade, pois não está clinicando....rsrsrsrs
(crianças, a tara dele é apenas por clientes?
Interpreto assim: Solto por não poder clinicar, o Doutor Roger Abdelmassih, vai voltar à ativa, ou seja, "estuprar mulheres".
Você minha amiga que mora fora do BRASIL, saiba que tem como ser feito por ai mesmo... Tente conseguir o telefone da Delegacia da Mulher e do MP, ligue e se informe, por favor...
Decepção eu tenho com essas mulheres que não denunciaram... sem essa de não ter coragem de se expor, eu me expus, dei nome, sobrenome... entrevistas e não me arrependo! Eu sim tenho orgulho, de mim mesma, que nunca e nem em hora nenhuma pensei em desistir. Ah, e o ex-médico não ficou só 03 meses preso e sim 04 meses e vai voltar com certeza em fevereiro. Não moro em São Paulo mas, fui várias vezes lá, tendo despesas e não me arrependo. O que ele fez a mim eu superei há muito tempo mas tive acesso a informações do que ele fez com outras mulheres e é de dar nojo!
Isso me encorajou a denunciá-lo! Tenho 02 filhas e quero que no futuro elas tenham orgulho por eu ter ajudado a melhorar a vida de mulheres que sofrem abusos e violência! Palmas para: Teresa, Ivanilde, Cristiane, Vanuzia, Helena, Cristina e tantas outras corajosas!!!!
So p informar, sou uma das vitimas que reside fora do Pais. Nao houve como aceitarem meu depoimento no Pais em que me encontro. Procurei o Ministerio Publico e estes afirmaram categoricamente que meu depoimento seria descartado, por nao haver condicoes de realiza lo a distancia. Tentei de todas as formas, acreditem, mas foi impossivel. Tenho filhos e nao estaria disposta a correr riscos "novamente" a denuncia lo, sem a menor retaguarda no quesito seguranca. Penso que nos vitimas deveriamos por direito, receber uma atencao maior quanto a nossa protecao, pos denuncias, O QUE NAO ACONTECE!!! Sinto tanto!!! Coragem? Sempre!!! Mas lidar novamente com o incabivel e arriscar mais uma vez tudo? Estou retomando as redeas da minha vida so agora, apos quase um ano da minha denuncia, aonde demonstrei minha coragem absoluta, sem medo algum a exposicao! Se pudesse fazer qquer coisa pelo Pais que me encontro, otimo, nao medirei esforcos, mas arriscar novamente meu pescoco, nao. Ainda tenho dois filhos p criar.
Porque quem foge é quem não tem razão.
E ele tem não tem medo da justiça. Provas ele tem e muitas.
Gostaria de saber como ele provaria, a não ser que Gilmar esteja a frente do processo.
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