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Ela sofria de câncer no estômago |
Esse é o depoimento de uma mulher de 67 anos que foi a primeira pessoa de Portugal a cometer o suicídio assistido na clínica suíça Dignitas.
A notícia foi divulgada hoje pela imprensa portuguesa, mas o suicídio ocorreu em junho de 2009.
Os médicos disseram à mulher que ela tinha menos de um ano de vida. Para ela, seria muito: o seu sofrimento era demais.
Divorciada e sem filhos, ela temeu ficar agonizando na cama, sem forças para abreviar sua vida. "Temo perder a capacidade de viver sem a ajuda de alguém e especialmente de conseguir ir à Suíça."
Com dois amigos, procurou a Dignitas em abril com o pedido de atendimento de “urgência”. Após duas consultas, ela se matou dois meses depois.
Outros sete portugueses estão inscritos na clínica. Brasileiros, cinco. Destes, não se sabe se já chegou a hora de algum deles.
A morte é sem dor. Depois de tomar um remédio para não vomitar, a pessoa bebe pentobarbital de sódio.
A pessoa tem de tomar a droga com as suas próprias mãos. Se os médicos injetaram a substância na veia, deixa de ser suicídio assistido para se tornar eutanásia, o que a Dignitas não faz.
A clínica foi fundada em Zurique pelo advogado Ludwig Minelli em 1998. Não tem fins lucrativos.
Ainda assim a morte ali é para poucos: custa seis mil euros, cerca de R$ 15 mil, sem contar gastos como o da viagem de ida e a da volta do corpo.
> Suicídio assistido vira negócio de natureza industrial, artigo de João Pereira Coutinho. (fevereiro de 2010)
> Casos de suicídios. > Notícias de Portugal.
O CVV É UM SERVIÇO DE PREVENÇÃO AO SUICÍDIO. TEL: 141. Atende também por e-mail e on-line
Comentários
Ou seja, pobre leva desvantagem até em suicídio.
o pior é verdade, até pra morrer os pobres estao em desvantagem --'
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