
A CPI da Pedofilia mandou prender na noite deste domingo (18) o monsenhor Luiz Marques Barbosa (foto), 83, de Arapiraca (AL), e José Reinaldo, seu motorista, e Maria Izabel, caseira.
O senador Magno Malta (PR-ES), presidente da CPI, determinou a prisão porque Barbosa, que tirou passaporte em janeiro, “demonstrou ter interesse de deixar o país” e também por causa do conjunto de provas contra ele.
Em sua casa, além bebidas alcóolicas e cremes íntimos, foi encontrada uma passagem de avião.
A prisão foi decretada pelo juiz plantonista Rômulo Valença. Do fórum da cidade, onde a CPI colheu depoimentos, Barbosa foi levado para uma cela do quartel.
Barbosa é acusado por ex-coroinhas de tê-los seduzidos ainda quando eram menores de idade. Um desses jovens gravou um vídeo no qual aparecem o monsenhor e Fabiano Silva Ferreira, 20, em sexo oral mútuo, o 69.
Em seu depoimento à CPI, Barbosa negou que tenha abusado de crianças e adolescentes e disse que teve uma única relação sexual, a que mostra o vídeo. Ele foi desmentido por Ferreira.
O monsenhor sofreu uma crise de hipertensão ao saber da decisão da CPI e teve de receber cuidados médicos.
Edson Maia, advogado do sacerdote, disse não haver necessidade da prisão porque o seu cliente não pretende sair do país. “Se quisesse fazer isso, já teria feito.”
O motorista e a camareira foram presos sob a acusação de falso testemunho. Os dois negaram que o padre tinha encontros sexuais com jovens.
O monsenhor Raimundo Gomes, 52, e o padre Edilson Duarte, 43, também prestaram esclarecimento à CPI.
Gomes chorou ao saber que não seria preso porque as provas contra ele foram insuficientes, mas terá de responder à Justiça.
Duarte fez com a CPI um acordo de delação premiada e parte do seu depoimento ocorreu sob sigilo, sem a presença de público.
O padre pediu proteção policial porque, disse, foi ameaçado de morte pelo monsenhor Gomes, que nega. O pedido foi aceito pela CPI.
"Monsenhor" é um título honorífico dado pelo papa pelos bons serviços do sacerdote.
PRISÃO DOMICILIAR - atualização em 20 de abril de 2010
O monsenhor Barbosa foi solto na tarde desta terça pelo juiz Rômulo Vasconcelo, o mesmo que tinha decretado a prisão preventiva. Por ter sido capelão, o sacerdote estava em uma sala de um quartel da Polícia Militar.
O juiz decidiu tirar Barbosa do quartel porque levou em consideração a sua idade, além de ter residência fixa e ser réu primário. Mas o monsenhor não poderá sair de sua casa. Ele agora está sob regime de prisão domiciliar, até que seja julgado um pedido do advogado dele para que responda à Justiça em liberdade.
R$ 40 MIL - atualização em 21 de abril de 2010
O monsenhor Barbosa pagou em parcelas R$ 40 mil a dois ex-coroinhas para que a vídeo dele com sexo oral não fosse entregue a uma emissora de tv. A informação é Daniel Fernandes, advogado do sacerdote. Ele disse à Folha de S.Paulo que os rapazes queriam mais dinheiro e que Barbosa não tinha.
Os rapazes confirmam que pediram dinheiro como compensação do abuso sexual.
LIBERTADO - atualização em 6 de maio de 2020
Nesta quinta, o juiz John Silvas da Silva concedeu liberdade provisória ao monsenhor Barbosa, que estava em prisão domiciliar desde o dia 20 de abril. Para tomar a decisão, o juiz considerou que o sacerdote não tem como interferir nas investigações. Ainda assim Barbosa não poderá sair de Alagoas e uma vez por mês terá de se apresentar ao fórum de Arapiraca.
[Com informações da Gazeta Web, Uol, Folha e emissoras de tv.]
> Caso dos padres pedófilos de Arapiraca. > Outros casos.
Comentários
È muito gratificante ler notas sobre a prisão destes pedófilos miseráveis.
Uma criança pode, facilmente, ser enganada com um brinquedinho qualquer ou outra diabólica técnica de convencimento para obter satisfação homossexual das bichas de batinas com meninos impúberes.
Após o estrago que estes papa-hóstias fazem na vida de um ser humano em formação e diante da eminente condenação, pedem desculpas.
Eles sabem escolher as suas vítimas potenciais entre os meninos predispostos ao silêncio perturbador.
Os desgraçados são tão perigosos que, sem nenhuma cerimônia, ameaçam de morte outros pilantras coniventes com as suas taras.
Por que estas hienas de batina não atacam os filhos de comandantes do tráfico de drogas ou os aparentados dos chefes das milícias que estão estabelecidos confortavelmente nas grandes cidades?
Eles seriam “desculpados” em uma comovente Missa Negra.
Amém...
ROMA -- O então cardeal Joseph Ratzinger --hoje papa Bento 16-- resistiu a apelos para expulsar do clero um padre americano que tinha histórico de abusos sexuais contra crianças, alegando preocupações que incluíam "o bem da igreja universal", de acordo com carta de 1985 com sua assinatura.
O documento, obtido pela agência Associated Press, é a mais forte contestação apresentada até agora à insistência do Vaticano em afirmar que o papa não desempenhou qualquer papel no bloqueio à remoção de padres pedófilos durante os anos em que comandou a Congregação para a Doutrina da Fé, antes de assumir o papado em 2005.
O texto, que foi escrito em latim, é parte de anos de correspondência entre a Arquidiocese de Oakland e o Vaticano sobre a proposta de expulsar do clero o padre Stephen Kiesle.
O Vaticano se recusou a comentar a carta, mas um porta-voz confirmou que o documento tinha a assinatura do cardeal Joseph Ratzinger.
Roberto Cabrini
VIDEOS
- Pedofilia: Sexo, Intrigas e Poder 2
Parte 1 - Parte 2 - Parte 3
- Novas Revelações
- Coroinhas Denunciam Padres
Parte 1 - Parte 2
Manual de Abordagem e Abuso Sexual de Crianças
Escrito por Frei Tarcísio Tadeu Sprícigo
Anápolis – Goiás
Ano 2001
O documento, elaborado por Frei Tadeu, descreve, minuciosamente, como os padres devem proceder para ganhar a confiança e depois abusar dos menores.
Traça o perfil das vítimas e mostra os métodos de abordagem, de acordo com a transcrição de trechos do seu manual:
OBJETIVO: “realizar-me afetiva, física e sexualmente com segurança de continuidade”
SEGREDO
. IDADE: 7, 8, 9 e 10 anos
. SEXO: masculino
. CONDIÇÕES SOCIAIS: pobre
. CONDIÇÕES FAMILIARES: de preferência um filho sem pai, só com uma mãe, sozinho ou com uma irmã
. ONDE PROCURAR: nas ruas, escolas e famílias
. COMO FISGAR: aula de violão, coralzinho, coroinhas
. IMPORTANTÍSSIMO: prender a família do garoto
.ATITUDES vis: “ver o que o garoto gosta e partir desta premissa para atendê-lo em cobrança a sua entrega a mim”
Gostaria de parabenizar o corajoso Senador Magno Malta (http://www.magnomalta.com/site/index.php?option=com_content&task=view&id=276&Itemid=39) e os atuantes jornalistas Roberto Cabrini (http://www.sbt.com.br/conexaoreporter/videos/default.asp?id=e30398629a64a8e9e46edda88bc07062)
e Paulo Lopes.
Jones
Extraído de: Expresso da Notícia - 23 de Novembro de 2005
A juíza Ana Maria Rosa Santana, de Anápolis, condenou, no dia 18, o frei Tarcísio Tadeu Spricigo, de 48 anos, a 14 anos e 8 meses de reclusão, em regime integralmente fechado, por atentado violento ao pudor contra os menores L., de 13 anos, e W. , de 5 anos. Os crimes ocorreram entre os anos de 2001 e 2002.
Na sentença, que alcançou repercussão nacional, a juíza descartou a tese da defesa, que pleiteou a absolvição do acusado ao argumento de que ele não teria sanidade mental para avaliar sua conduta. Para a magistrada, o frade demonstrou, nas audiências, ser "lúcido e lampeiro".
"Tanto o acusado tinha consciência de ilicitude de suas condutas e das suas conseqüências que alertou suas vítimas para não falarem nada para ninguém, pois se assim procedessem, ele seria preso", observou a juíza. Lembrou ainda que, abusando da confiança que lhe fora conferida pelos familiares das vítimas, em função de sua condição de religioso, Tarcísio Tadeu fez os dois menores jurarem, diante da imagem de Jesus Cristo, que manteriam os fatos em segredo.
Na denúncia, o Ministério Público (MP) sustentou que o frei é contumaz na prática de crimes contra a liberdade sexual, tendo sido inclusive condenado pelos mesmos crimes na comarca de Agudos (São Paulo).
Abuso de confiança
As famílias dos dois menores abusados sexualmente eram pobres. Segundo a denúncia, L. era coroinha na capela onde o frade atuava. O frade, aproveitando-se dessa ligação, pediu para a família do menor permitir que este passasse a morar com ele, alegando que se sentia muito só e que seria bom para L., pois ajudaria o menino com os deveres escolares.
Um mês após o adolescente ter se mudado para a paróquia, Tarcísio passou a assediá-lo, beijando-o e tentando manter, com ele, atos diversos da conjunção carnal, tendo inclusive se masturbado por diversas vezes nas pernas de L.
O fato somente foi descoberto porque o rapaz começou a ficar agressivo, diminuiu seu rendimento escolar e passou a ingerir bebida alcoólica. Um dia, embriagado, contou o fato à sua mãe, com riqueza de detalhes, dando início à investigação policial. No caso de W., o frei se prontificou a dar aulas de violão para a criança e, durante esse tempo, também o abusava sexualmente da mesma forma que agira com L., chegando inclusive a tentar sexo anal, o que somente não foi possível porque W. gritava de dor.
Ambos os casos configuram violência presumida, pois as vítimas eram menores, e as circunstâncias agravantes - no caso, a reincidência (crime continuado), o abuso de autoridade (religiosa) e o fato de envolver menor de idade - contribuíram para o aumento da pena a ele imposta.
Este rapazola, Stephano, foi um APRECIADO COROINHA que se mantém politicamente corretíssimo.
Quanto ao comentarista que o chamou de coroinha apreciado, acho que ele não é um filho desprezado, deve ser ateu devoto, desses de carteirinha, e no mínimo casado com uma carismática neurótica ou fanática evangélica. Froidi explica?
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