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Vaticano comprou imóveis com dinheiro de Mussolini, diz jornal


Igreja lucra
 até hoje com 
apoio de Mussolini

O Vaticano tem em Londres dezenas de imóveis — alugados para bancos, escritórios e joalheiras de luxo — que foram comprados com o dinheiro que o papa Pio XI (Ambrogio Damiano Achille Ratti, 1857-1922), recebeu do ditador Benito Mussolini (1883-1945) em troca do reconhecimento do regime fascista. Fez parte dessa negociação o Tratado de Latrão, que deu ao Vaticano o status de Estado, independente da Itália.

A informação é do jornal britânico The Guardian, que, noticiou, tem provas encontradas em arquivos públicos antigos e históricos de empresas de que as propriedades pertencem ao Vaticano.


De acordo com o jornal, o Vaticano investiu o dinheiro que recebeu de Mussolini em paraísos fiscais, até que o montante chegasse ao longo dos anos a € 680 milhões (US$ 904 milhões). A Santa Sé usou parte desse dinheiro para comprar imóveis no Reino Unido e em outros países europeus em 2006, durante a  bolha imobiliária (preços em alta).

No Reino Unido, segundo o jornal, o Vaticano comprou propriedades na Praça St. James, em Londres, e na cidade de Coventry. Em cidades francesas e suíças, a Santa Sé tem edifícios de apartamentos.

As propriedades na Praça St. James estão em nome da companhia britânica GroLux Investments Ltda., cujo acionista majoritário seria o Vaticano. O jornal conseguiu identificar dois outros acionistas, os banqueiros católicos John Varley (executivo do banco Barclays) e Robin Herbert (ex-executivo do banco Leopold Joseph).


The Guardian enviou cartas para os dois perguntando sobre os principal acionista da companhia, mas não obteve resposta. O jornal também questionou John Jenkins, contador da GroLux. Ele disse que não poderia dizer quem é o dono da companhia — a legislação britânica permite esse sigilo. "Não estou autorizado pelo meu cliente a fornecer qualquer informação", disse.

Também procurado pelo jornal, o arcebispo Antonio Mennini, representante do Vaticano em Londres, comunicou que não falaria sobre o assunto.

O jornal criticou o Vaticano por manter em sigilo o dinheiro que recebeu do regime fascista, porque, se isso poderia ser compreensível durante a guerra, agora não faz mais sentido.

Pio XI é o autor da encíclica Quadragesimo Anno, que faz dura crítica à ganância internacional dos capitalistas.

Com informação do The Guardian.



Igreja ajudou fascismo até com fornecimento de armas

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