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Menino muçulmano do relógio pede indenização de US$ 15 mi

Menino se sente ofendido por ter
sido suspeito de levar bomba à escola
O estudante muçulmano Ahmed Mohamed (foto), 14, pediu uma indenização no total de US$ 15 milhões por ter sido algemado e detido pela polícia por ser suspeito de ter levado uma bomba-relógio para sua escola, em Irving (Texas, EUA).

O garoto assustou em setembro sua professora de inglês ao mostrar um relógio eletrônico artesanal que supostamente tinha sido feito por ele. A professora achou que pudesse ser uma bomba e alertou a direção da escola, que chamou a polícia.

O episódio teve grande repercussão nos Estados Unidos porque parte da opinião público acreditou que o garoto tinha sido vítima de islamofobia.

Em desagravo, o filho de imigrantes sudaneses foi recebido pelo presidente Barack Obama na Casa Branca, além de ser convidado para visitar empresas de tecnologia, como Facebook e Google.

Mohamed recebeu de escolas oferta de bolsa de estudos, e a sua família decidiu aceitar a proposta de uma fundação de educação do Qatar, mudando-se, portanto, dos Estados Unidos.

O advogado de Mohamed disse que incidente causou no jovem um “forte trauma psicológico” e, por conta disso, reivindica da escola indenização de US$ 5 milhões e da administração da cidade, US$ 10 milhões.

O pedido milionário de indenização reforçou a acusação do biólogo britânico Richard Dawkins de que tudo não passou de uma farsa.

Primeiro porque, segundo ele, o garoto fingiu ter montado o relógio, para fazer uma piada de mau gosto. E, segundo, a professora teve motivo para desconfiar do dispositivo, do qual saiam dois fios. Lembrou que as escolas dos Estados Unidos estão traumatizadas por atentados de alunos ou exs.

“Há outros meninos com a mesma idade que realmente fazem coisas como relógios, que realmente são criativos, e eles não recebem convite para a Casa Branca”, disse Dawkins há cerca de duas semanas.

Com informação das agências.





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