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Justiça da Austrália condena arcebispo por acobertar abuso de padre


Philip Wilson é a mais
elevada autoridade da
Igreja Católica ser condenada
 por esse tipo de crime

Um tribunal australiano declarou esta terça-feira (22 de maio de 2018)  o arcebispo Philip Wilson (foto) culpado de encobrir casos de pedofilia durante os anos de 1970, crime pelo qual enfrenta agora uma pena máxima de dois anos de prisão.
Trata-se da mais elevada autoridade da Igreja Católica a receber esse tipo de condenação.

Dirigente da Arquidiocese de Adelaide desde 2001, Philip Wilson, de 67 anos, foi acusado de omitir crimes de abuso sexual perpetrados pelo padre James Fletcher contra um rapaz de 10 anos, nos anos 1970, numa paróquia no Hunter Valley, a norte de Sydney.


Fletcher foi condenado em 2004 a oito anos de prisão por nove casos de abuso sexual, mas morreu 13 meses depois, na sequência de um enfarte.

Durante o julgamento, a defesa argumentou que o arcebispo, recentemente diagnosticado com a doença de Alzheimer, foi incapaz de comparecer perante o juiz devido ao impacto da doença nas "funções cognitivas".

Estou obviamente aborrecido com a decisão divulgada hoje", disse Philip Wilson, num breve comunicado, depois de conhecer a decisão do tribunal.

"Agora devo considerar as razões e consultar os meus advogados para determinar os próximos passos", concluiu o arcebispo, que está em liberdade condicional até à divulgação da sentença final, marcada para o dia 19 de junho de 2018.

A Igreja Católica, com forte presença na Austrália, recebeu queixas de 4.500 pessoas por alegados abusos cometidos por cerca de 1.880 membros da instituição entre 1980 e 2015, embora alguns casos datem dos anos de 1920.

Com informação das agências.


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