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Teólogo diz ter 'nojo' das religiões porque fazem mais mal que bem

Autor de vários livros sobre religião, Robert Orsi diz ser "impossível separar religião do estupro de crianças, jovens, mulheres e seminaristas"

Teólogo católico e estudioso das religiões, o professor Robert Orsi, da Northwestern University (EUA), diz não ter dúvida de que, “na perspectiva da história humana, as religiões fizeram mais mal que bem”.

Acrescenta que, depois de muitos anos de estudo, adquiriu “nojo” das religiões devido aos padres e bispos estupradores de crianças, que sempre existiram na Igreja Católica, e, um plano mais geral, do dia a dia nas comunidades religiosas.

Seu nojo vem, antes de tudo, de um cotidiano que impõe aos fiéis “crueldades íntimas, humilhações mesquinhas e profundas, sadismo e masoquismo, abusos de poder e impulsos de destruir e dominar”.

Autor de vários livros, no momento Orsi escreve mais um, agora sobre a sexualidade católica e o abuso sexual na formação de meninos de uma escola jesuíta de Nova Iorque, no período de 1967-1971.

Orsi: Igreja está
preocupada
em manter
sua influência
e propriedades

Em suas pesquisas sobre “os repulsivos abusos sexuais” na Igreja, ela cita o psicólogo e ex-padre beneditino Richard Sipe, para quem metade dos sacerdotes viola o celibato.

“As autoridades da Igreja geralmente não se preocupam com as crianças, às vezes muito pequenas, com os adolescentes ou com homens e mulheres de qualquer idade com quem os padres estejam fazendo sexo”, diz.

“A principal preocupação da Igreja tem sido a proteção de suas prerrogativas, acima de tudo sua influência política, propriedade e finanças.”

As críticas do teólogo também atingem fortemente os evangélicos americanos, que, segundo ele, passaram a ter uma atuação política supostamente cristã para perseguir os jovens LGBT, “restringindo os direitos reprodutivos das mulheres e os cuidados básicos de saúde e revivendo um nacionalismo tóxico branco”.

Orsi afirma que ninguém deve se enganar, porque “é impossível separar religião do estupro de crianças, jovens, mulheres, seminaristas”.

“A repulsa me ensina que a história da religião também é sempre uma história de perversões. O desgosto me lembra do abuso sexual de povos indígenas nas mãos de missionários católicos. E o abuso sexual de órfãos, de crianças com deficiência e de adolescentes viciados em drogas.”

Com informação do site Harvard Divinity Bulletin.

Igreja Católica do Brasil tem menos pedófilos do que outras?

Padre diz que a Igreja ainda não entendeu a seriedade dos abusos sexuais

Um a cada dez padres do Brasil abusa de criança, diz relatório do Vaticano


Comentários

Assistente Religioso disse…
Teólogo é quem estuda Deus, para isso Deus tem aparecer para o teólogo.

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